Como garantir minha vaga em um concurso público?
A resposta é muito simples e objetiva! Sendo aprovado com "boa nota".
Bom! Na verdade, não é tão simples assim. Uma coisa é ser aprovado numa prova, outra é ser "bem classificado" para concorrer às vagas em questão. Aqui é que mora todo o segredo dos bons concursistas.
Meu histórico de concursista
O meu primeiro concurso público foi em 1993 para Professor Titular de Química da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo, na gestão do então governador Fleury, ano em que ocorria uma das maiores greves da categoria na história. Muitos professores "contratados" e "estáveis" que já ocupavam suas funções por mais de 10 anos aguardavam por esse concurso para terem a oportunidade de se efetivarem nos seus cargos e prosseguirem na carreira, usufruindo de todos os seus direitos como Titulares do Cargo. Enfim, foi um concurso para 1200 vagas disponíveis para o estado de São Paulo e, acreditem, só foram aprovados 10% desse total.
Nunca vou me esquecer desse concurso pois, era a coisa mais importante para a minha vida; começo de carreira e um sonho de ter um cargo público garantido.
Sempre fui muito dedicado aos estudos e, até me considerava um autodidata. Eu era um dos melhores alunos do meu curso na faculdade e sempre gostei de estudar e de tirar boas notas. Bom, querem saber, acertei 39 das 40 questões específicas. Até aí, tudo muito bom, até eu conferir a parte geral e ver que eu havia acertado apenas 5 de 20 questões. Minha nossa! Como foi difícil para eu acreditar e aceitar aquele triste resultado.
Importância de ler o Edital do Concurso por completo
Tentando entender o que aconteceu comigo, com todo o conhecimento que eu tinha sobre o meu curso, minha formação acadêmica, minha dedicação...; resolvi revisitar o Edital do Concurso e, pasmem, descobri que eu não estava preparado para nenhum concurso muito menos para o nível cobrado pela instituição mais respeitada de São Paulo (a VUNESP).
Percebi que cometi um dos piores erros de um candidato - não ler na íntegra o edital do concurso. Por isso, só me concentrei em estudar o conteúdo da minha área específica e não me ative com a parte pedagógica e legislação. Me frustei ainda mais quando percebi, após leitura e estudo de parte do que não havia atentado, que poderia ser aprovado e muito bem classificado.
1994 - Prefeitura Municipal de São Paulo: Concurso Público de provas e títulos para Professores Adjuntos de Ciências Físicas e Biológicas e de Professores Adjuntos de Matemática.
Ao perceber a grande instabilidade de se manter nas empresas privadas pelas quais eu passei, como Analista Químico de Águas Industriais e, em outra empresa como Analista Químico de Não Ferrosos, o baixo salário, desarmonia nas relações de trabalho, pressão psicológica o tempo todo, mudanças periódicas de turnos de trabalhos. Como se manter em um ambiente tão instável e, sobretudo, inseguro do ponto de vista da empregabilidade e da ascensão na carreira?
Já trabalhando como professor comissionado (sem os direitos de um titular), me inscrevi para os dois cargos supracitados (Professor de Ciências e de Matemática), com intenção de ser aprovado nos dois cargos, por um motivo muito simples: eu tinha necessidade dos dois salários para ficar mais tranquilo financeiramente. Afinal, eu ganharia mais e trabalharia bem menos.
Minha primeira grande ação: ler o Edital do Concurso por completo.
Bom, só para lembrar! Não existia o Google e nem o YouTube para nossas consultas!
Ou você tinha os seus livros e apostilas específicas para estudar ou você tinha que ter uma estratégia muito eficiente de estudo, além do tempo para isso, para "devorar" uma bibliografia tão volumosa, indicada pelo edital em questão.
Com toda certeza, eu tive que fazer tudo completamente diferente do que eu havia feito antes, em termos de estratégia de estudo. Sem poder parar de trabalhar, passei a estudar praticamente todos os dias, alternando conteúdos gerais e específicos para não me cansar muito e, assim se sucedeu uma série de momentos estonteantes de estudos até o dia anterior ao das provas.
Estudar sempre é atualizar-se
Comecei, a partir daí, estudar para a vida; estudar todos os dias, estudar sempre e não para os concursos. Mas, como estudar com efetividade e eficácia sem ter todo o material bibliográfico indicado em mãos? Praticamente impossível! Daí a importância de se dedicar, praticamente, o dia todo, para tentar absorver ao máximo, o que se tem disponível em mãos.
Eu fazia, na época, uma corrente de compartilhamento de materiais, via correios, através dos colegas de trabalho e amigos que estavam envolvidos com os estudos dos concursos, trocando materiais. De vez em quando, surgia uma apostila recheada de conteúdos para estudo, valendo "ouro". Era a salvação para muitos (quase sempre) que ainda não havia encontrado quase nada da bibliografia indicada.
Resultado: fui aprovado nas duas provas e, ainda mais, em 28º lugar em Ciências.
Um concurso deste nível, normalmente, se inscrevem mais de 5 mil candidatos para concorrerem às 600 vagas. Detalhe! Não realizei nenhum tipo de cursinho preparatório. Não por que eu não necessitasse, mas por falta de condições financeira para bancar os custos.
Vejam algumas táticas e estratégias de estudo de alguns concurseiros aprovados em 1º lugar
Confira as estratégias de estudo adotadas por 8 concurseiros que foram aprovados em primeiro lugar em alguns dos concursos mais disputados e cobiçados do Brasil.
No topo da lista de aprovados de concursos como o da
Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal, do Tribunal Regional do Trabalho, do Tribunal Regional Federal, da Receita Estadual do Rio de Janeiro, Petrobras e
Ministério da Fazenda, estes concurseiros revelam como foi o tempo de preparação e quais foram as melhores táticas de estudo no caso deles. Clique nas fotos, confira o que eles disseram e que serve de inspiração para quem ainda está na trilha rumo aprovação:
- João Renda Fernandes: 1º lugar no concurso de juiz do Trabalho no TRT 18ª Região
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| Fonte: exame.abril.com.br/carreira |
Assim que se formou em Direito, João Fernandes já começou a se dedicar aos estudos para concursos públicos. Foi advogado concursado do IRB-Brasil Resseguros e do SERPRO - Serviço Federal de Processamento de Dados. Foi aprovado em outros concursos, mas não assumiu, como o de advogado da Petrobras Distribuidora e da Dataprev, conta. Em 2009 assumiu como oficial de Justiça Avaliador, no TRT da 1ª Região, onde trabalhou 4 anos. Para concursos de juiz do trabalho, a preparação foi de dois anos, mas a bagagem dos concursos anteriores ajudou muito, diz. Mas, como também trabalhava, não ficava estudando por horas a fio. “Mas sempre procurei manter o estudo e a atualização jurídica como elementos constantes e regulares em minha vida”, diz. Estudava em bibliotecas e em ambientes tranquilos. “Procurava esquecer o mundo externo, em especial o celular, durante as horas de estudo para aproveitar ao máximo os momentos de concentração”, conta. Também frequentou o curso preparatório Toga, no Rio de Janeiro, durante um ano e meio. A tática de fazer resumos o ajudou bastante. “Sobretudo em momentos nos quais era necessário fazer uma breve revisão”, diz. Realizar provas de concurso trouxe lições essenciais, diz Fernandes. “Cada questão que erramos e cada etapa não superada representam um aprendizado. Tirei muitas lições também nas reprovações”, diz. Dificuldades no caminho? Muitas, diz ele. “Nas sábias palavras de Fernando Pessoa: pedras no caminho? Guardo todas. Um dia vou construir um castelo”, cita.
- Ricardo Pereira: 1º lugar em concurso de agente da PRF
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| Fonte: exame.abril.com.br/carreira |
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As carreiras policiais sempre foram a paixão profissional de Ricardo Pereira. Ele conta ter se preparado por três anos e meio até ser aprovado em 1º lugar no concurso de agente da Polícia Rodoviária Federal, em 2013. “O tempo que realmente tinha para estudar ao longo do dia girava em torno de 4 a 5 horas”, diz ele, que dividia o tempo entre trabalho e estudo. Com isso, Pereira procurava aproveitar ao máximo o tempo disponível: “ouvia a matéria em mp3 durante deslocamentos e lia os resumos que fazia no intervalo de almoço”. À noite, lia livros, apostilas e assistia a videoaulas. Aluno do curso online Agora Eu Passo, Pereira destaca o planejamento como um fator incontroverso para seu sucesso. “Devem ser estabelecidos objetivos de curto, médio e longo prazo, ou seja, as matérias, capítulos, exercícios que deverão ser estudados semanalmente, mensalmente e semestralmente”, explica. Para isso ele elaborou uma planilha de estudos. “Encaixava 2 a 3 matérias por dia, de acordo com a necessidade, e assistia a 2 ou 3 videoaulas de 30 minutos cada”, conta. Reservando uma hora a uma hora e meia para cada matéria, Pereira separava ainda 15 minutos iniciais para as revisões dos pontos estudados anteriormente e um tempo final para resolver questões.
- Érico Teixeira: 1º lugar no concurso como juiz do TRF
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Fonte: exame.abril.com.br/carreira
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A preparação de Érico Teixeira, aprovado em primeiro lugar no concurso de juiz do TRF 2ª Região, em 2003, começou desde os tempos da faculdade. “Antes de ser aprovado na magistratura federal, fui aprovado em outros concursos, como técnico judiciário do TJRJ, advogado da FINEP e procurador federal da AGU”, diz. Além do tempo de faculdade, foram mais 4 anos de estudo. “Especificamente para a magistratura federal, estudei por um ano. Mas já havia toda uma base da preparação anterior para outros concursos da área jurídica”, conta. Ele estudava diariamente e acredita que o mais importante é que o candidato tenha rotina de estudos. Durante a preparação,eram de duas a três horas por dia. Após ser aprovado para a segunda e terceira fases do concurso, estudava todo o tempo disponível. “Aí são 6, 7, 8 horas por dia”, diz. Fez cursos preparatórios, aos sábados, porque trabalhava durante a semana. “Sim, é possível trabalhar e estudar ao mesmo tempo. Dos cursos que fiz, para a magistratura federal, destaco o Ênfase, que me ajudou muito, principalmente na preparação para a prova de sentença”, diz. Segundo ele, que hoje é também professor do Ênfase, o concurseiro deve elaborar um plano de estudos, a partir do tempo que tem disponível para estudar. “É importante estudar todas as matérias. Outro ponto que me ajudou foi estudar através de resumos e anotações de aulas”, conta. Seu maior segredo para passar? “Estudar com frequência, sempre, e de forma contínua”, diz.
Fonte: https://exame.abril.com.br/carreira/8-aprovados-em-1o-lugar-revelam-suas-taticas-de-estudo/